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"A quatro meses de proclamar a sua independência e sair da administração das Nações Unidas, em 28 de Maio, os cerca de 800 de mil habitantes de Timor-Leste vivem um dilema que deve ser resolvido nas eleições gerais de Abril: aderir ou não à economia de mercado, à globalização. Este foi hoje o tema de um seminário do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, Brasil, debatido por cinco organizações não governamentais (ong) de Timor-Leste. Segundo Isildo Guterres Tilman, da ong Centro de Desenvolvimento Económico e Popular, há uma grande pressão internacional de empresas, bancos e organismos como as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, entre outros, para que o país escolha o caminho da economia de mercado. A pressão, segundo ele, é muito mais do que verbal." Manuel Lume, enviado da Agência Lusa
Ver: Português e Inglêsa: Feb 3, 2002 ET NGOs at the World Social Forum in Brazil

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Fórum Social debate Timor-Leste e dilema de aderir ou não a economia de mercado

3 Fev-18:58

A quatro meses de proclamar a sua independência e sair da administração das Nações Unidas, em 28 de Maio, os cerca de 800 de mil habitantes de Timor-Leste vivem um dilema que deve ser resolvido nas eleições gerais de Abril: aderir ou não à economia de mercado, à globalização.  Este foi hoje o tema de um seminário do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, Brasil, debatido por cinco organizações não governamentais (ong) de Timor-Leste.

Segundo Isildo Guterres Tilman, da ong Centro de Desenvolvimento Económico e Popular, há uma grande pressão internacional de empresas, bancos e organismos como as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, entre outros, para que o país escolha o caminho da economia de mercado.

A pressão, segundo ele, é muito mais do que verbal.

“Muitas dessas empresas e instituições estão oferecendo o dinheiro”.  Já foram cerca de 500 milhões de dólares (580 milhões de euros) de “que Timor-Leste necessita para se desenvolver, mas isso vai custar a nossa dependência política e económica”, diz Tilman.

Antero Benedito, do Fórum Timor-Leste, que reúne todas as ong, disse que já está em curso uma espécie de loteamento do país por australianos, portugueses, indonésios, malaios e singapurenses.

Empresas multinacionais como a Philips já foram escolhidas para explorar a maior riqueza do país, o petróleo e o gás do chamado Timor Gap. A CNBA explora o tradicional e hoje valorizado café orgânico timorense. A australiana Telstra ficou com as comunicações.

Os representantes das ong queixaram-se de que o povo timorense não foi consultado sobre a escolha dessas empresas, assim como foi obrigado a obedecer leis impostas pela administração provisória da ONU.  Segundo Solange Rosa, representante da ong internacional Oxfam, que apoia as demais ong, o administrador provisório, o brasileiro Sérgio Vieira de Melo, tomou várias decisões sem ouvir os timorenses.

“Várias leis, como as de comércio, por exemplo, foram criadas pelo Conselho Nacional, cujos membros foram escolhidos pelo Sérgio Vieira e não pelo povo”, explicou Solange.

Regina Domingues, da ong brasileira Ibase (Instituto Brasileiro de Estudos Sociais e Económicos), passou um ano em Timor-Leste e disse que Sérgio Vieira era uma espécie de “super- homem”.

“Nunca a ONU fez uma intervenção tão profunda num país”, disse ela. “O Sérgio Vieira tinha os poderes executivo, judiciário e legislativo e desrespeitou muito as tradições timorenses”, acrescentou.  Isildo Tilman teme que nas eleições de Março os timorenses optem por um partido comprometido com a economia de mercado e, com isso, comprometam para sempre o desenvolvimento do país.

O que as ong vieram fazer no Fórum Social, segundo Antero, foi exactamente pedir a criação de uma rede internacional de solidariedade com organizações comprometidas com um caminho alternativo de desenvolvimento.  “O que tememos é nos termos libertado da ocupação militar indonésia e agora, por causa das nossas condições sociais, entrarmos em outro tipo de ocupação, a económica e financeira, com custo da nossa independência”, observou Antero Benedito.

“A experiência de outros países do terceiro mundo convenceu-me de que o caminho liberal poderá resolver os problemas imediatos do país, mas a dependência causará outros mais graves no futuro”, acrescentou ele.  Segundo Antero, há em Timor-Leste “cerca de 300 ong a ajudar a desenvolver o país de modo auto-sustentável, na criação de pequenas empresas, de cooperativas agrícolas, na educação, ensinando a respeitar os direitos humanos e a não destruir a natureza”, concluiu.

+++ Por Manuel Lume, enviado da Agência Lusa +++

Lusa/Fim


Ver:

Português e Inglêsa:

Feb 3, 2002 ET NGOs at the World Social Forum in Brazil  News and event added Feb 1
"IBASE-INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS was the sole Brazilian NGO in East Timor last year, and I had the great opportunity to coordinate the project Sharing Experiences on Community Empowerment and Policy Development in partnership with Oxfam Australia-CAA. Now 10 Timorese NGOs will present a seminar at the WORLD SOCIAL FORUM. If you happen to come to Brazil for the WSF, please join us in the discussions that will follow the seminar." Regina Domingues,
Coordinator, Ibase Timor Leste Project, Brazil
"Timor Lorosa’e (East Timor) is being born amid globalization. Come and join us thinking and proposing alternatives to the economic model imposed on the newest country of the Third Millennium." Ibase, Oxfam Austrália-CAA, Women’s Political Caucus, Fokupers, La’o Hamutuk, Centre for Peace and Development, Labour Advocacy Institute, CDEP, KSI, Sah’e Institute for Liberation, Haburas, Yayasan Hak

Multilingua:

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